Reportagens – Jornal Extra e Extra Globo Zona Oeste RJ

12 06 2010
Reportagem Extra Globo Zona Oeste – 24/05/2010

Foto: Ari Kaye - Bruna já ganhou o título de Miss Senador Camará e Miss Turismo Rio de Janeiro

Dicas de maquiagem, como andar de salto, postura e etiqueta são alguns conteúdos que as alunas da Escola de Misses vão aprender a partir de julho. Serão abertas duas turmas de 20 vagas. Os critérios de seleção são os mesmos do Miss Brasil Oficial.

— Só vamos aceitar meninas que possam concorrer à miss, por isso seguimos as mesmas regras. Elas devem ter entre 18 e 25 anos, não podem ser casadas nem ter filhos. Também não aceitaremos aquelas que já posaram nuas — explica Rita Lusiê, chaperon (orientadora de miss) do Miss Brasil e orientadora do projeto. As aulas ocorrem na Vila Aliança, mas meninas de toda Zona Oeste podem participar da seleção.

O Centro Cultural A História Que Eu Conto, que já tem oficinas de serigrafia, teatro e grafite, vai sediar a Escola de Misses. No lançamento do projeto, a primeira miss de Bangu, Bruna de Oliveira, foi apresentada à comunidade. Ela ganhou o título de Miss Senador Camará em setembro do ano passado. Dois meses depois conquistou a faixa estadual de Miss Turismo Rio de Janeiro.

O presidente do centro cultural, George Cléber Alves, o Binho, diz que o projeto ajudará a criar bons exemplos para a comunidade.

— Os jovens estão acostumados a ver coisas ruins sobre a Vila Aliança. Com a Escola de Misses, estamos criando referências positivas, aumentando a auto-estima da comunidade. Quem tiver aulas aqui, vai poder competir em pé de igualdade com qualquer menina da Zona Sul —, afirma Binho.

Assista ao vídeo sobre o lançamento da Escola de Misses.

Fonte:

http://oglobo.globo.com/rio/bairros/default.asp?a=357

Reportagem Jornal EXTRA 20/03/2010

Uma ONG da Zona Oeste encontrou uma solução para o coco verde, que representa 60% do lixo recolhido na orla carioca. O Centro cultural a história que eu conto, na Vila Aliança, em Senador Camará, usa a casca do coco para fazer vasos de planta decorados, uma opção de renda para a comunidade e de reaproveitamento do lixo.
Enquanto a Prefeitura quer se livrar das cascas — a venda do coco nas praias do Rio chegou a ser proibida no ano passado justamente por causa do volume recolhido diariamente na orla —, o Centro cultural pede ao município esse material desprezado. A ONG sugere uma coleta seletiva do coco e o repasse do material para artesãos de várias partes do Rio. O prefeito Eduardo Paes já aprovou a proposta:
— Vamos fazer essa ideia sair do papel. Vou determinar que a Comlurb faça estudos para viabilizar essa coleta seletiva.
O coco começou a ser usado para fazer artesanato pela ONG em 2009. O presidente do Centro Cultural, o artesão George Cléber, o Binho, procurava um suporte para que as crianças da comunidade pudessem levar consigo as mudas plantadas durante a colônia de férias.
— Via o excedente de coco da barraca do Seu Raimundo, aqui do lado, e pensava que poderíamos fazer alguma coisa. Então, comecei a pesquisar — conta Binho. — Um dia, ao abrir um coco, achei que poderia servir como vaso de planta. Fiz vários testes e deu certo.
O resultado agradou tanto que a aula de artesanato com coco verde foi incluída no módulo de educação ambiental de todos os cursos da ONG (Projeto Mão na terra) e uma oficina só sobre o tema vai entrar na grade regular de atividades a partir do segundo semestre.
— É um recurso que dá retorno imediato. O custo não é alto. Pode ser vendido por R$ 10. Já recebemos propostas de bufês e de lojas para decorar vitrines — diz Binho.

(Assista ao vídeo e aprenda como fazer artesanato com a casca do coco verde)

Casca leva 8 anos para se decompor
Zé Lixão conheceu o trabalho do Centro cultural e aprovou a atitude ambiental das crianças
Apesar de natural, a casca de coco verde é um material de difícil degradação. Ela demora de 8 a 12 anos para se decompor no meio ambiente. Por isso, o consumo de água de coco se converteu em um problema ambiental para as grandes cidades.
Segundo dados da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, a Embrapa, o consumo de água de coco gera 6,7 milhões de toneladas de casca por ano no Brasil.
— As cascas de coco são volumosas e causam impacto nos aterros sanitários, diminuindo a vida útil dos lixões. Além disso, são focos para a proliferação de doenças, como a dengue — explica o agropecuarista e professor de educação ambiental da ONG, Bartolomeu Barboza de Jesus Júnior.
Coco: 60% do lixo
No Rio, o coco verde é recolhido junto ao lixo público comum em todas as partes da cidade, inclusive na orla. De acordo com a Comlurb, dos detritos removidos das praias, 60% é de coco verde. Os 40% restantes são compostos por embalagens de alimentos, plásticas e copos descartáveis, palitos de sorvete e espetos diversos. Nos fins de semana de alta temporada, são recolhidas até 300 toneladas de lixo nas praias cariocas.

Zé Lixão aprova ações ambientais
Depois de fiscalizar a coleta de lixo pelo Rio, Zé Lixão quer conhecer as ações que transformam em arte aquilo que é jogado fora e as práticas que dão novo uso para os detritos. O Boneco Cidadão aprova as atitudes ambientais e de reciclagem e vai mostrar, a partir de hoje, exemplos de iniciativas de cariocas preocupados com o planeta Terra.
Na última semana, Zé Lixão visitou a ONG Centro cultural a história que eu conto, na Vila Aliança, Senador Camará, e descobriu que mais gostoso do que tomar água de coco é usar a casca, diminuindo a quantidade de lixo recolhido nas praias. Na ONG, as crianças fizeram uma festa para o Boneco. Depois, elas ensinaram a Zé Lixão como fazer o artesanato com o coco.
Como Zé Lixão acredita que a responsabilidade com o planeta é tarefa de todos, ele declarou aprovada a atitude ambiental da galerinha da Vila Aliança.

Fonte:

http://extra.globo.com/blogs/zelixao/posts/2010/03/20/lixo-na-praia-arte-na-favela-276007.asp


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